Antonio Lima Junior @LimaJrFAB
Rio 40º Joined July 2010-
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CHAMPAGNE NA NEVE SUÍÇA E MARMITA FRIA NO PONTO: O ESCÂNDALO DOS ALPES QUE SEPULTA O PAI DOS POBRES Por: Mooska - @LagSignal Enquanto o trabalhador brasileiro conta as moedas para completar a passagem do ônibus, engole o almoço frio em quinze minutos e vê um terço do seu contracheque ser confiscado na fonte para sustentar a máquina pública, o herdeiro da dinastia petista descobriu como viver como imperador romano sem tirar um único centavo do próprio bolso. A reportagem devastadora de @robsonboninjor na revista @VEJA, publicada a poucas horas da abertura das urnas, não é apenas um furo jornalístico. É a certidão de óbito moral do discurso de pai dos pobres. As provas apreendidas pela Polícia Federal no telefone da empresária Roberta Luchsinger expõem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sua família desfrutando de uma temporada de nababesco ultraluxo nos Alpes suíços, no exclusivo refúgio Ultima, em Crans Montana. Para quem acorda às cinco da manhã na calçada brasileira, é preciso traduzir os números para entender a dimensão do escárnio: Uma única diária nos chalés privativos onde Lulinha se hospedou ultrapassa vinte e dois mil francos suíços. Na moeda brasileira, isso significa mais de R$. 150.000,00 por dia. O que um chefe de família assalariado leva mais de oito anos de suor ininterrupto para ganhar foi torrado pelo filho do presidente em vinte e quatro horas de spa aquecido, mordomos dedicados, cinema particular e alta gastronomia preparada por chef com padrão Michelin. Tudo regado a jatos particulares, instrutores exclusivos de esqui e garrafas de champagne francês resfriadas diretamente na neve dos Alpes. A indicação do paraíso alpino, vejam que coincidência de bastidor, partiu de Marina Mantega, filha do ex ministro da Fazenda Guido Mantega. E quem pagou a conta de mais de dois milhões de reais dessa e de outras aventuras em estações de esqui francesas como Courchevel? A conta foi bancada integralmente por Roberta Luchsinger, a mesma empresária que @LulaOficial, em rede nacional, jurou de pés juntos que nunca viu na vida e chamou covardemente de pilantra para tentar salvar a própria pele. A mecânica do esquema descrita pelos investigadores da PF é a mais velha do manual do fisiologismo lulista: a empresária bancava o luxo obsceno, as viagens internacionais e a vida de marajá do filho do presidente. Em troca, usava o acesso íntimo a Lulinha para abrir portas, destravar contratos e intermediar interesses bilionários dentro dos ministérios do governo do pai. O pai prega na tribuna que a classe média brasileira gasta demais, demoniza o lucro, culpa o agronegócio pela inflação e confisca o rendimento do cidadão comum até o último centavo. Mas nos bastidores da família real, o filho passeia de trenó de luxo na Europa, ganha mimos milionários de lobistas e, quando o escândalo explode, foge para se refugiar no conforto da Espanha enquanto o pai ganha garrafas de uísque de quinhentos mil reais de banqueiros investigados. Roberta Luchsinger já avisou que não aceita ser jogada aos leões sozinha e negocia um acordo de delação premiada para colocar as faturas, mensagens e fotos no balcão da Justiça. A máscara caiu no momento mais simbólico possível. Amanhã de manhã, quando o brasileiro acordar para ir à seção eleitoral, ele não estará escolhendo apenas entre dois nomes na tela da urna. Ele estará decidindo se aceita continuar sendo o escravo que financia o champagne alpino dos herdeiros do poder ou se finalmente dará um basta nessa oligarquia que enriqueceu à custa da miséria do povo. A fatura dos chalés da Suíça chegou antes da votação. E quem vai assinar a conta do despejo é as ruas. "Eles ensinaram o trabalhador a economizar no prato de comida para que os herdeiros do poder pudessem esquiar na Suíça com o dinheiro do povo." -Mooska Zumm... #Lulinha #RobertaLuchsinger #AlpesSuicos #Veja #Eleicoes2026 #FlavioPresidente2026 #Brasil veja.abril.com.br/brasil/as-aven…
Bolsas de apostas Kalshi e Polymarket sobre as eleições no Brasil agora de manhã nos EUA. Gráficos são das últimas 24 horas. Oscilações já refletem o debate e as pesquisas
@QaFernandes @gugachacra Aí que está... Ela não preza pela imparcialidade!! Aliás, pouquíssimos o fazem.
A ÚLTIMA MISSA Não foram só os mantras de Lula que envelheceram diante das câmeras. A liturgia do bolsonarismo também. O debate da Globo exibiu ontem algo mais melancólico que a carcaça de um homem envelhecendo: o envelhecimento das ideias. Lula apareceu como alguém que já não consegue distinguir a própria biografia da história do Brasil e que fez do próprio passado uma autoridade que dispensa conferência. Falava de si com a solenidade de quem recita as escrituras. O problema é que os fiéis envelheceram junto com ele, e os milagres pararam de acontecer. Restou o sacerdote. E sua interminável homilia sobre um paraíso que ele garante ter construído. O debate não foi propriamente sobre economia, educação ou segurança. Esses assuntos estavam lá, evidentemente. Mas o espetáculo era outro. De um lado, um homem tentando convencer o país de que seu passado ainda bastava. Do outro, um candidato tentando demonstrar que aquele passado já não pagava as contas do presente. Lula repetia seus grandes sucessos. Tirou o pobre da pobreza, criou universidades, descobriu o Nordeste, inventou a justiça social. O Brasil, antes dele, parece ter sido uma espécie de terreno baldio habitado por selvagens à espera do primeiro missionário de barba branca. Há algo de religioso nessa insistência. O lulismo deixou de ser apenas um fenômeno eleitoral para adquirir os hábitos de uma seita intelectual. Tem seu profeta, suas escrituras, seus pecados imperdoáveis e uma curiosa coleção de sacerdotes universitários encarregados de explicar por que o fracasso do líder jamais pode ser atribuído ao próprio líder. Se a economia decepciona, a culpa é da conjuntura. Se a sociedade protesta, a culpa é da desinformação. Se o eleitor abandona o movimento, é porque ainda não compreendeu a grandeza daquilo que está rejeitando. Há intelectuais capazes de desconstruir uma civilização inteira em três páginas de teoria crítica e absolutamente incapazes de desconstruir uma frase de Lula. Gente que passou a vida denunciando mitos, dogmas e estruturas de dominação e terminou ajoelhada diante de um político profissional. O pensamento crítico, tão celebrado nas universidades, encontra um limite intransponível na porta do lulismo. Ali, a dúvida vira heresia e a fidelidade ganha ares de virtude científica. Raymond Aron chamou de ópio dos intelectuais essa necessidade de transformar convicções políticas em religiões seculares. No Brasil, conseguimos produzir uma variedade tropical do fenômeno, com um agravante: o objeto da devoção não é sequer uma grande construção filosófica. É um homem. Sua biografia tornou-se uma espécie de salvo-conduto moral. O carisma absolve as contradições. A lembrança das conquistas substitui o exame dos resultados. O petismo era uma promessa de país e morreu em 2016. O lulismo, que já vivia à sombra dele, herdou o cadáver. O deserto em volta, porém, tem autor. Por duas décadas, toda liderança que cresceu à esquerda sem pedir bênção ao fundador acabou empurrada para fora da nave. Ciro Gomes saiu brigado. Marina Silva saiu para erguer a própria capela e voltou como ministra. O santo nunca dividiu o altar, e agora o partido descobre que não sabe imaginar o futuro sem o homem que o impediu de ter um. A volta de Lula em 2022 foi vendida como uma ressurreição. Voltariam o crescimento, a prosperidade, a conciliação, os tempos gloriosos. Mas o terceiro mandato encontrou um país endividado e ajudou a aprofundar uma crise de confiança sobre suas possibilidades. A dívida pública pesa, empresas enfrentam dificuldades, famílias administram juros, prestações e salários que desaparecem antes do fim do mês. O governo exibe indicadores. O cidadão abre o aplicativo do banco. São dois Brasis que parecem não se conhecer. Não houve sequer o famoso voo de galinha. Houve a derrapada da galinha. E o governo ainda tenta convencer o passageiro de que a aterrissagem foi um sucesso. Do outro lado do púlpito estava a juventude. Não a da certidão de nascimento, porque Flávio já passou dos quarenta, mas a juventude política de quem ainda pode mudar de ideia sem trair a própria biografia. É um luxo que Lula perdeu há muito tempo. Ele já não consegue mudar uma vírgula sem desmentir o monumento que ergueu para si. Nem sempre Flávio soube usar essa vantagem. Na Band, errou o diagnóstico. Alguém o convenceu de que o eleitor de 2026 queria um Pablo Marçal de terno, e ele subiu ao púlpito para rezar a missa completa da seita: a indignação performática, o insulto como liturgia, a necessidade adolescente de humilhar o adversário. Funcionou com quem já estava ajoelhado. Para o resto do país, soou como barulho de culto alheio atravessando a parede. Na Globo, cometeu o pecado que a militância não perdoa: deixou o terço em casa. Os velhos ataques escaparam aqui e ali, como reza de quem cresceu na igreja, mas o personagem era outro. Saiu de cena o filho encarregado de vingar o pai. Entrou um político à procura de quem nunca frequentou a família. E foi aí que o debate revelou sua segunda melancolia, menos comentada e talvez mais profunda. Não foram só as ideias de Lula que envelheceram diante das câmeras. A liturgia do bolsonarismo também. O fiel que ligou a televisão esperando o herdeiro de Jair encontrou um homem disposto a negociar o legado. Esperava sangue e recebeu planilha. Para uma seita que fez da indignação um sacramento, poucas coisas são mais frustrantes do que um messias que resolve ser razoável. Quem enxergou ali o arquétipo de Tarcísio de Freitas, o gestor que quer parecer capaz de administrar o país e não apenas de odiar quem o administra, viu a superfície. O parentesco mais incômodo é outro. O Flávio de 2026 se parece muito mais com o Lula de 2002 e 2006 do que com o próprio pai em 2018 e 2022. Jair venceu com o país em guerra e perdeu sem perceber que a guerra tinha cansado. Lula só chegou ao Planalto quando aceitou sair do templo, assinou a Carta ao Povo Brasileiro e virou o Lulinha paz e amor. Foi o operário barbudo quem ensinou à política brasileira que eleição se ganha no adro, com quem nunca entrou na igreja. Vinte e quatro anos depois, o filho de Bolsonaro aplicava a lição contra o professor, enquanto o professor pregava para o próprio altar. A urna vai dizer, no domingo, quem governa. Para quem trabalha com marca, porém, eleição é outra contabilidade. É a soma de gestos, recuos, silêncios e escolhas que vão se depositando na cabeça de quem assiste até virar percepção. E percepção, uma vez formada, chega ao poder antes de qualquer posse. Lula entrou no debate como essas marcas centenárias que já não vendem o produto, vendem a lembrança dele. Recitou o catálogo, apontou para as prateleiras de 2003 e esperou que o consumidor se emocionasse. O consumidor olhou o preço. É o caso clássico da marca que se confundiu com o fundador. No auge, era vantagem. Agora é condenação, porque herdeiro recebe o patrimônio, não a biografia, e o lulismo nunca teve outro patrimônio. Flávio fez, em uma semana e diante de todos, o que as marcas levam anos e fortunas para tentar: reposicionou-se em praça pública. Entrou na Band como extensão de linha do pai e saiu da Globo com nome próprio. Desagradou parte da clientela fiel para conquistar quem nunca tinha entrado na loja, que é exatamente o movimento que Lula fez em 2002 e que hoje já não consegue repetir. Ontem, Lula parecia convencido de que bastava repetir os antigos milagres. Flávio entendeu que, em política, o único milagre que importa é o eleitor mudar de ideia sobre você. Flávio não apenas venceu o debate, ele venceu a eleição.
eu tô curada com essa advogada do flávio botando o pau na mesa e mandando medir
ATENÇÃO É IMPORTANTE. Flávio Bolsonaro interrompeu a campanha na reta final para fazer o que o ocupante do Planalto se recusa a fazer: falar a verdade sobre o colapso do país. O pronunciamento oficial coloca o dedo nas três maiores feridas abertas pelo sistema: Primeiro, segurança pública sem meias palavras. PCC, Comando Vermelho e milícias serão formalmente enquadrados como organizações narcoterroristas. Acabou a tolerância com o crime organizado. Segundo, compromisso moral com o país. Renúncia expressa à reeleição. Um presidente de mandato único focado exclusivamente em consertar o Brasil, sem usar a caneta do Estado para comprar a própria perpetuação. Terceiro, o diagnóstico cirúrgico da calçada. O verdadeiro escândalo que sangra a nação não é apenas o arbítrio de gabinetes em Brasília. É o pai de família refém do medo de andar na rua, as contas atrasadas e o carrinho do supermercado cada dia mais vazio pela ilusão de promessas que nunca chegaram à mesa do trabalhador. Lula dividiu o poder com o tribunal e o resultado foi um país sem comando, entregue ao desespero de ataques de véspera de eleição. O tempo da subserviência está no fim. "Um líder de verdade não governa para se salvar na próxima eleição, governa para libertar a próxima geração." Zumm... Compartilhe. #FlavioBolsonaro #PronunciamentoOficial #EsperancaEMudanca #Eleicoes2026 #BrasilSemMedo
🙄 Receita para eleger um Bolsonaro Demétrio Magnoli, Folha de S. Paulo (09/10/2026) 1. Faça como Biden e Kamala: prometa mais do mesmo, a continuidade de um governo mal avaliado. Exiba-se como candidato da ordem, do status quo, forjando alianças com o Centrão de Alcolumbre e Motta. Na véspera do voto, despeje bondades, tratando os cidadãos como néscios: reajuste o Bolsa Família congelado há anos, isente as blusinhas taxadas em nome do equilíbrio concorrencial e proíba as bets acolhidas como fonte de arrecadação tributária. 2. "Gasto é vida". Governe sob o dístico de Dilma, insistindo no manual de política econômica lulista: gasto público, crédito e consumo. Amplie a dívida pública em dez pontos percentuais sobre o PIB. Diante do efeito previsível, culpe o BC pela Selic estratosférica. Frente à explosão hemorrágica do endividamento familiar, aplique esparadrapos: expansão do consignado, infinitos programas Desenrola. Empurre o caos para o futuro. 3. Aposte na politização do STF. Indique atores políticos: agentes do Executivo disfarçados por togas. Firme um pacto com o bloco de juízes alinhado a Alexandre de Moraes. Decida governar sob a proteção deles, renunciando de antemão a alianças destinadas a eleger uma maioria parlamentar democrática. Na hora da crise, quando um holofote ilumina as teias que prendem o juiz redentor a Vorcaro, embarque na manobra de Gilmar e Dino: clame pela investigação de tudo e todos a fim de não investigar ninguém. 4. Encare Trump como ativo eleitoral, não como líder de uma superpotência que opera para converter a América Latina em esfera de influência. Fale sem parar em soberania nacional e, corretamente, qualifique seu rival como um estafeta da Casa Branca. Mas rejeite qualquer ação retaliatória contra as tarifas arbitrárias impostas pela Casa Branca. Muita retórica, nenhum gesto prático: evite contrariar os interesses dos Joesleys. 5. Facções? Simule que carecemos de penas mais duras. Envie projetos de lei ao Congresso, imaginando que se combate um poder armado com palavras em documentos oficiais. Não crie uma agência federal de combate às facções, coordenando ações financeiras, policiais, militares e judiciais destinadas a asfixiar o crime organizado. Diante do fracasso, alegue que a segurança pública é atribuição dos estados. No fim, justificadamente, acuse a direita de promover a violência policial arbitrária e inútil – mas, aí, nunca use a palavra Bahia. 6. Siga a linha dos "progressistas" identitários. Fragmente a sociedade em raças. Frente a deslizamentos de terra que arrastam casas de pobres, denuncie o "racismo ambiental", não loteamentos irregulares implantados com a anuência de prefeitos e vereadores. Na escola, faça guerra cultural, contrapondo suas bíblias identitárias aos manuais obscurantistas deles. Prometa que, num dia ensolarado, indicará uma mulher-negra para o STF, não um jurista íntegro, de notório saber, de qualquer gênero ou cor. Patrocine cotas para negros, mulheres, trans e etc.: o Centrão jamais votará contra. 7. Na "guerrilha digital", incentive o sectarismo da militância. Se alguém não orbita ao seu redor, marque-o com o rótulo "bolsonarista" – e corra para o abraço. Ah, já fez isso tudo? Deu no que deu? Culpe a "elite de 500 anos", a "classe média fascista", o "pobre de direita", a "imprensa entreguista". Esqueça que seu partido governou durante 18 dos últimos 24 anos.
O SINDICATO DO PROJAC E A FARSA DO ÓDIO DE CLASSE Por Mooska (@LagSignal) Há uma engrenagem muito bem lubrificada que entra em operação toda vez que a realidade econômica e moral do país ameaça derrubar os donos do poder. Quando as pesquisas internas apontam o colapso eleitoral, quando os rombos nas contas públicas ultrapassam duzentos bilhões de reais e quando as digitais de banqueiros amigos aparecem em contratos de cem milhões nos bastidores de Brasília, a tropa de choque do jornalismo de estúdio abandona qualquer pudor técnico para acionar o seu botão de emergência predileto: a patologização da sociedade. O roteiro é repetido em uníssono nas bancadas climatizadas da @GloboNews e nas colunas dos grandes jornais. A tese central é vendida com ar professoral: o brasileiro que rejeita Luiz Inácio Lula da Silva não vota contra a inflação, não vota contra a quebra de empresas estatais e não vota contra os banquetes de caviar do STF. Segundo a cátedra das redações, o eleitor sofre de uma doença moral incurável chamada ódio de classe. Para sustentar esse teatro grotesco, o consórcio montou uma verdadeira linha de montagem com divisão especializada de funções. Cada figura do estrelato midiático cumpre um papel milimetricamente ensaiado. @miriamleitao é a sacerdotisa do malabarismo contábil. A sua missão é torturar os números até que eles confessem a inocência do governo. Se a inflação dos alimentos dispara e a carne vira artigo de luxo no açougue, a culpa nunca é do endividamento descontrolado da máquina estatal: é da chuva, da seca, do mercado nervoso ou da incompreensão da sociedade que insiste em querer comer bem. @veramagalhaes atua como a delegada da moralidade de gabinete. O seu ofício diário é criminalizar qualquer manifestação de revolta do homem comum. Se o trabalhador reclama da alta dos impostos ou protesta contra decisões monocráticas de magistrados, a colunista imediatamente carimba o cidadão como uma ameaça antidemocrática movida pelo ressentimento. A indignação da calçada é tratada como distúrbio civilizatório por quem nunca pegou uma condução lotada na vida. @DanielaLima_ essa já saiu, opera a sirene do plantão policial seletivo. A sua especialidade é receber vazamentos a conta gotas das gavetas de Brasília para criar escândalos convenientes contra a oposição, enquanto trata as fraudes e os grampos que atingem o coração do consórcio governista como mero ruído de bastidor. O roteiro é sempre o mesmo: estridência máxima para perseguir adversários e sussurros constrangidos para abafar os crimes dos aliados. @BelaMegale é a despachante da intriga palaciana. A sua função na esteira é plantar discórdia artificial no campo adversário, inventando que aliados de primeira hora estão divididos ou prontos para trair seus princípios na véspera da votação. É a clássica guerra psicológica de assessoria de imprensa projetada para desmobilizar o eleitor na hora em que ele mais precisa ir às urnas. @ValdoCruz funciona como o garçom das versões palacianas. Ele recebe as notas prontas dos assessores do Planalto, veste a gravata diante das câmeras e repete as justificativas oficiais com um semblante de absoluta naturalidade, sem fazer uma única pergunta desconfortável sobre quem vai pagar a conta do banquete. E @ECantanhede arremata o conjunto com a etiqueta dos salões dos Jardins. É a analista que divide o mundo entre os bem educados que frequentam o mesmo círculo social e a ralé barulhenta que ousa questionar a liturgia dos poderosos. Para ela, o compadrio entre a corte e os grandes grupos econômicos é apenas uma conversa republicana entre cavalheiros civilizados. Acontece que a tese que esse sexteto tenta empurrar goela abaixo do público desmorona diante do registro histórico mais elementar. Se o povo brasileiro rejeita @LulaOficial por puro preconceito de classe ou por aversão às suas origens humildes no Nordeste, como explicar o fato incontestável de que o mesmo povo o elegeu presidente em três ocasiões e conduziu o seu partido à vitória em cinco das últimas seis disputas presidenciais? Onde estava escondido esse ódio ancestral em dezembro de 2010, quando Lula encerrou o seu segundo mandato com assombrosos oitenta e três por cento de aprovação popular e apenas três por cento de rejeição? A resposta que a corte do Projac se recusa a admitir é simples: o brasileiro comum nunca odiou a origem humilde de ninguém. O brasileiro comum acreditou na promessa de ascensão, trabalhou, pagou a conta e foi brutalmente traído. O que a grande imprensa chama de ódio é, na verdade, a memória viva de quem sentiu as consequências da roubalheira na própria carne. O cidadão não esqueceu as revelações do Mensalão. Não esqueceu os desvios bilionários do Petrolão confessados por diretores que devolveram fortunas aos cofres públicos. Não esqueceu as condenações unânimes por corrupção e lavagem de dinheiro proferidas por dez juízes e desembargadores em três instâncias do Judiciário. Anular processos em gabinetes de amigos do tribunal pode devolver a elegibilidade a um político, mas não tem a força mágica de apagar a lembrança de duzentos milhões de brasileiros. A tentativa de posar de mártir do preconceito é ainda mais patética quando confrontada com a realidade material. Lula não tem nada de operário pobre há muitas décadas. O candidato que os comentaristas de TV tratam como vítima do preconceito social viaja pelo planeta em comitivas nababescas, hospeda se em suítes reais em capitais europeias, declarou patrimônio milionário à Justiça Eleitoral e faturou dezenas de milhões de reais em palestras bancadas por empreiteiras que assaltavam a Petrobras. Enquanto o palácio vive como a realeza de Versalhes, a conta é empurrada para quem acorda de madrugada. O trabalhador que chega ao caixa do supermercado e vê o preço do café, do óleo e do arroz dobrar de valor não é um intolerante. Ele é um pai de família indignado ao perceber que o seu salário virou pó para sustentar a corte dos bajuladores. O que as pesquisas revelam a setenta e duas horas da eleição não é a ascensão de um preconceito primitivo. É o colapso definitivo da mentira. No próximo domingo, quando o cidadão entrar na cabine de votação e apertar a tecla verde, ele não estará descarregando ódio contra o homem simples que veio do sertão. Ele estará cobrando a fatura de quem usou o discurso da virtude operária para montar o maior balcão de negócios espúrios da história do país. As bancadas de TV podem continuar distribuindo diagnósticos psicológicos arrogantes até as cinco da tarde de domingo. Mas a realidade do domingo, quando decide falar soberana nas urnas, costuma calar o teleprompter com a força implacável da verdade. Zumm... #Eleicoes2026 #LulaFugiu #DebateNaGlobo #GloboNews #VotoUtil #Mooska
Brasil, 01 de Outubro 2026 04:47h Eu sou um menino ainda. O SOBREVIVENTE DE NOVEMBRO DE 72 Por Mooska (@LagSignal) Quem nasceu em novembro de 1972 está completando 54 anos neste final de 2026. Se você colocar essa trajetória numa linha do tempo, não encontrará apenas a biografia de um cidadão comum. Encontrará um tratado prático de resistência humana. Nenhuma geração recente do Ocidente foi submetida a tantos testes de sanidade econômica, sobressaltos geopolíticos, traições políticas e sobressaltos morais num intervalo tão curto de vida. Quem chegou ao mundo naquele novembro abriu os olhos sob a fumaça de um país que parecia acelerar rumo ao infinito. O general Médici governava, as emissoras de TV começavam a transmitir em cores, o Fusca dominava as ruas de paralelepípedo e o tricampeonato do México ainda ecoava na memória das esquinas. Havia uma ingenuidade no ar. As crianças brincavam na calçada até o poste acender, o telefone fixo era um patrimônio declarado no imposto de renda e a fita cassete precisava de uma caneta esferográfica para não gastar pilha no gravador. A infância acabou rápido. A juventude começou dentro de um turbilhão. Aos doze anos, em 1985, essa geração viu Tancredo Neves morrer na maca de um hospital sem subir a rampa do Planalto. O país acordou com José Sarney e mergulhou na loucura da hiperinflação. Quem tem menos de quarenta anos não faz ideia do que era ver o repositor do supermercado empunhando uma máquina de etiquetar preços três vezes por turno. O leite da manhã não tinha o mesmo valor na hora do almoço. O pai recebia o salário e corria em disparada para comprar arroz, óleo e feijão antes que a moeda virasse pó na carteira. Houve fiscais do governo prendendo donos de açougue por esconder carne e planos econômicos que trocavam de nome como quem troca de camisa: Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro de novo. Quando completou dezoito anos, em 1990, o batismo da vida adulta veio com uma marretada na nuca. Fernando Collor de Mello assumiu o poder e confiscou a poupança da população da noite para o dia. Quem viveu aquilo não esquece a cena de mães de família chorando nas portas das agências bancárias, empresas solventes falindo em quarenta e oito horas e a economia inteira travada pelo arbítrio de uma canetada estatal. Dois anos depois, essa mesma geração foi às ruas de cara pintada pedir o impeachment. Aprendeu cedo demais que o poder no Brasil é volúvel, perigoso e impiedoso. O ano de 1994, quando completava vinte e dois anos, foi um divisor de águas na alma. Em maio, um domingo de sol foi estraçalhado pela imagem da Williams de Ayrton Senna batendo na curva Tamburello em Ímola. Foi o luto mais silencioso que este país já experimentou. Dois meses depois, nos Estados Unidos, Romário e Bebeto quebravam o jejum de vinte e quatro anos na Copa do Mundo sob o calor sufocante da Califórnia. Mas a verdadeira revolução daquele ano tinha a cor de uma nota verde: o Plano Real. Pela primeira vez na vida adulta, o jovem de 1972 pôde guardar uma nota no bolso sabendo que ela compraria o mesmo pão na semana seguinte. A máquina de remarcação foi para o museu. O país parecia ter encontrado o caminho da civilização. Aos vinte e oito anos, quase vinte e nove, veio o choque que mudou o planeta para sempre. Na manhã de terça feira, 11 de setembro de 2001, o alarme estridente do Plantão da Globo interrompeu a rotina nos escritórios e nas oficinas. O sobrevivente de 72 parou estarrecido diante da televisão. Viu a segunda aeronave rasgar a Torre Sul do World Trade Center em tempo real, as chamas devorando o aço e o colosso de Manhattan desmoronando sob uma nuvem de poeira cinzenta. Ali ruiu qualquer ilusão de que o mundo moderno era um porto seguro. A partir daquela manhã, a humanidade conheceu a engrenagem do medo global, a vigilância em massa nos aeroportos e a certeza de que a paz ocidental estava por um fio. No ano seguinte, em 2002, o alívio passageiro do pentacampeonato mundial no Japão foi sucedido pela chegada do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República, embalado pelo discurso da ética inegociável. A farsa ruiu em pouco tempo. Em 2005, aos trinta e três anos, viu estourar na TV o escândalo do Mensalão. Malas de dinheiro vivo, mesadas parlamentares de cinquenta mil reais e a confirmação de que o discurso de redenção da esquerda era apenas o verniz de uma quadrilha que assaltava o Estado. Veio o boom das commodities da China, a farra do crédito subsidiado e a sensação artificial de fartura que alimentou a reeleição da máquina. A ressaca dessa farra foi a pior recessão da história republicana. Aos quarenta e dois anos, em 2014, o vexame do sete a um no Mineirão antecedeu a derrocada econômica. Dilma Rousseff quebrou o país com pedaladas fiscais, a Petrobras foi sangrada pelo Petrolão e a Operação Lava Jato desenterrou bilhões de dólares roubados por ladrões confessos de terno e gravata. Essa geração viu o impeachment de 2016, a greve dos caminhoneiros de 2018 e a eleição de Jair Bolsonaro, o primeiro presidente a peitar o establishment de frente, cortar a torneira da mamata partidária e despertar o orgulho cívico de um povo cansado da vassalagem esquerdista. E então o mundo virou de cabeça para baixo. Aos quarenta e sete anos, em 2020, o sobrevivente de 72 viu o planeta inteiro ser transformado em cobaia a céu aberto. Ditadores de província e prefeitos soldaram portas de pequenos comércios, policiais arrastaram cidadãos da praia por andarem sem máscara e famílias foram proibidas de se despedir dos próprios pais em leitos de hospital. A população mundial foi encurralada por decretos de confinamento, submetida a experimentos sanitários forçados sob chantagem de perda de emprego e humilhada por passaportes digitais. Quem ousou fazer perguntas lógicas ou defender a subsistência do trabalho honesto foi cancelado, censurado e tachado de criminoso pela grande mídia financiada por multinacionais. O golpe mais amargo na espinha dorsal da nação veio na esteira dessa loucura. Essa geração viu a corte suprema anular todas as condenações unânimes de três instâncias contra o maior chefe político do Petrolão com um rabisco de caneta em gabinete. Mas a infâmia não parou aí. O sobrevivente de 72 assistiu ao espetáculo doentio da inversão moral absoluta: enquanto os criminosos do colarinho branco que saquearam os cofres públicos eram soltos, aplaudidos e devolvidos ao poder, o presidente honesto, que enfrentou o cartel político sem ceder aos lobbies do sistema, passou a ser caçado dia e noite por um aparato judicial implacável. Viu a tentativa furiosa de destruir a honra, cassar direitos políticos e ameaçar de prisão o líder que ousou governar para o povo comum, enquanto os operadores do crime institucionalizado desfilavam vitoriosos pelas alcatifas de Brasília. Hoje, aos 54 anos, o brasileiro nascido em novembro de 1972 olha no espelho. O cabelo já tem mechas brancas. As marcas ao redor dos olhos não são cansaço: são as medalhas invisíveis de quem sobreviveu ao confisco da poupança, à inflação diária, ao luto por Senna, à fumaça das Torres Gêmeas, ao Mensalão, ao Petrolão, ao confinamento forçado e à perseguição política descarada contra quem governa com decência. Esse cidadão trabalhou por quase quatro décadas. Acordou antes do sol, pagou montanhas de impostos extorquidos pelo Estado, manteve a palavra empenhada, cuidou dos pais que o CA levou no mesmo ano e educou os filhos para não serem servis a burocratas. Os donos do poder acham que podem dobrar essa geração com propaganda rasteira, pesquisas manipuladas ou intimidação judicial. Estão redondamente enganados. Quem nasceu em novembro de 1972 pra muitos ele ainda é um menino, mas já viu de tudo nesta terra. Conhece o cheiro da pólvora e a anatomia da mentira. No próximo domingo, esse brasileiro caminha até a urna com a coluna ereta de quem nunca aceitou ser cobaia e a coragem tranquila de quem sabe exatamente pelo que está lutando. A honra de quem resistiu a tudo não tem preço e não se entrega.Seja bem-vindo à trincheira, Mooska. Zumm... #Mooska #Lagsignal
"P*TA QUE PARIU! O FLÁVIO está PULVERIZANDO a campanha do LULA. Nada, simplesmente NADA, está passando batido. E é assim que se faz: tem que ir para cima, sem PIEDADE.
PT jogou a toalha. Vai ser no 1º turno e já começo a arrumar o Brasil mais cedo! Bora cravar 22 nas urnas com força!!!
Eu avisei. Segundo mensagens, Roberta Luchsinger presenteou Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo e nº 2 do Ministério da Saúde, com um Cartier de ouro de R$ 66 mil reais, uma obra de arte de mais de 80 mil reais e bancou seu aniversário regado a Whsky, vinho gin e champagne.. No mesmo período, Roberta negociava no mesmo Ministério uma proposta envolvendo medicamentos à base de canabidiol estimada em R$ 626 milhões. Um relógio de R$ 66 mil e diversos presentes caros para o nº 2 da pasta enquanto se buscava abrir um negócio de centenas de milhões no mesmo ministério é, no mínimo, um fato que merece explicações. E é por isso que dissemos desde o início: o dossiê do Lulinha não terminou. As perguntas só estão aumentando e vamos pedir investigação de cada novo fato que vier a tona.
🚨ATENÇÃO | O Jurista Ives Granda Martins, declara voto útil em Flávio Bolsonaro já no 1º turno. "A opção pelo voto útil para Presidente em outubro, em face das possibilidades de serem eleitos estar entre 2 candidatos: Flávio Bolsonaro e Lula. Decidi, apesar da amizade e admiração que tenho por 3 candidatos, Ronaldo Caiado, Zema e Augusto Cury, infelizmente." É hora de transformar o voto útil em voto pela mudança. A direita precisa de união, responsabilidade e estratégia já no primeiro turno. 🇧🇷
Mooska. O Pacto da Soltura de Lula - A Moeda da Impunidade: Como o STF Cobrou a Conta com a Volta de Lula A grande imprensa finalmente teve de colocar no papel aquilo que o asfalto brasileiro já sabe de cor: em Brasília, a decisão não decorre da lei, mas do valor transferido para as contas de escritórios de esposas e parentes de ministros. A coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo expõe a anatomia do lucrativo balcão de tráfico de influência instalado nos tribunais superiores. Entre 2022 e 2025, o Banco Master de Daniel Vorcaro torrou quase 600 milhões de reais em honorários e consultorias jurídicas. Ninguém queima essa fortuna colossal por apreço ao debate do direito: compra se acesso direto à caneta de quem decide litígios bilionários de precatórios. Na linha de frente desse pelotão milionário estão Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, e Roberta Rangel, ligada a Dias Toffoli. O mesmo magistrado que posa de guardião da virtude institucional tem o orçamento doméstico abastecido pelo fluxo financeiro dos mesmos operadores que dependem de seus votos. A confissão mais estarrecedora do artigo, contudo, é a exposição do pacto de sangue que garantiu a ressurreição política de Luiz Inácio Lula da Silva. Malu Gaspar relembra com precisão cronológica: em 2020, a Operação Lava Jato cometeu a ousadia de investigar escritórios de advocacia ligados a membros das cortes superiores. A reação de Brasília foi imediata e implacável. No ano seguinte, o Supremo desengavetou os recursos da defesa do líder petista, declarou a suspeição de Sergio Moro e tratorou todas as condenações por corrupção. A anulação das sentenças de Lula e a destruição da maior investigação contra o roubo de dinheiro público foram a moeda de troca cobrada pela cúpula do tribunal para blindar os negócios de suas próprias famílias. O golpe de misericórdia nas aparências veio em agosto de 2023. Sob a articulação de Gilmar Mendes, o plenário derrubou a regra do Código de Processo Civil que impedia magistrados de atuar em processos patrocinados por bancas de seus cônjuges e filhos. Dos sete ministros que votaram para escancarar as portas do tribunal aos próprios parentes, seis tinham familiares diretos faturando fortunas na advocacia de causas que tramitam na corte. Legislaram em benefício do próprio bolso. O mecanismo que tomou conta do Supremo nada tem de misterioso. É uma engrenagem fria de compadrio onde a toga foi transformada no escudo perfeito para proteger a perpetuidade do poder e a fartura do balcão familiar. Zumm... #BancoMaster #STF #AlexandreDeMoraes #VivianeBarci #LavaJato
BREAKING: Flávio Bolsonaro surges to an all-time high in Brazil's presidential election odds, with the first round just two weeks away. 58% chance.
Durante um voo de Brasília para São Paulo nesta manhã, o Ministro ANDRÉ MENDONÇA FOI APLAUDIDO por todos que estavam no voo. Os passageiros se levantaram, aplaudiram o Ministro e o chamaram de "NOSSO HERÓI" SENSACIONAL!
Depois do show de horrores de ontem no Supremo, Flávio Bolsonaro abre cerca de 10 pontos à frente de Lula no Polymarket.
“O VELÓRIO DO STF”
A quem Cármen Lúcia pediu desculpas? Ontem, no STF, a ministra Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro. Foi um momento solene, quase comovente. Mas fiquei com uma dúvida inconveniente: desculpas exatamente pelo quê? Seriam para Débora do Batom, que recebeu 14 anos de prisão em julgamento no qual a própria ministra votou pela condenação? Ou para os brasileiros que consideram desproporcionais muitas das prisões e penas decorrentes do 8 de janeiro? Talvez, depois de tantos anos, tenha surgido no Supremo uma descoberta extraordinária: a de que a Constituição também deve proteger aqueles de quem não gostamos. Ou seriam desculpas aos “200 milhões de tiranos”? Talvez a ministra tenha percebido que o brasileiro comum, esse personagem incômodo que trabalha, paga impostos e ocasionalmente insiste em ter opinião própria, não seja afinal um tirano tão perigoso. Ou, quem sabe, as desculpas fossem destinadas a uma plateia mais refinada: juristas, jornalistas e intelectuais que toleraram medidas excepcionais porque acreditavam que elas seriam usadas apenas contra Jair Bolsonaro. A estes, o pedido poderia ser mais específico: “Perdão. Prometemos que a excepcionalidade terminaria quando o inimigo fosse derrotado. Esquecemos apenas de mencionar que poderes extraordinários raramente percebem quando chegou a hora de ir embora.” Desde 2019, Cármen Lúcia esteve lá. Assistiu ao nascimento do inquérito das fake news, aberto de ofício e alvo desde então de intensa controvérsia jurídica. Viu suas fronteiras se expandirem. Participou dos julgamentos do 8 de janeiro. Durante todo esse tempo, críticos denunciaram violações ao devido processo legal, desproporcionalidade de penas e concentração excessiva de poderes. O Supremo rejeitou essas críticas. Agora, quando as divergências e acusações alcançam o interior da própria Corte, surge o constrangimento. É uma peculiaridade humana bastante antiga: o abuso costuma parecer muito mais nítido quando deixa de visitar a casa do adversário e toca a campainha da nossa. Talvez, porém, estejamos procurando profundidade demais onde havia apenas cerimônia. Talvez Cármen Lúcia tenha pedido desculpas simplesmente porque, diante do espetáculo de ontem, alguém precisava parecer constrangido. Uma espécie de “foi mal, pessoal” institucional: suficientemente grave para os jornais da noite, suficientemente vago para não reconhecer erro algum. Afinal, pedir desculpas sem dizer pelo quê é uma invenção admirável: preserva-se a aparência do arrependimento sem o inconveniente de assumir responsabilidade. Não sei a quem Cármen Lúcia pediu desculpas. Mas seria útil que explicasse. Se acredita que o Supremo cometeu excessos, diga quais. Se entende que direitos fundamentais foram violados, diga quando. Se considera que penas foram desproporcionais, ajude a corrigi-las. E, se acredita que nada disso aconteceu, então explique por que pediu desculpas. Porque o Brasil não precisa de uma fotografia de uma ministra constrangida para o Jornal Nacional. Precisa saber do que, exatamente, ela se arrepende.
EDITORIAL | Lula é isso aí – “Petistas podem até se empenhar em desvincular Lula da crise no STF, mas dificilmente vão conseguir, porque permanecerá o sentimento difuso de que o presidente é parte desse todo que os eleitores deploram”. Leia o texto completo em ///link
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